Site para médicos: o que o CFM permite e o que dá problema
Um resumo prático da Resolução CFM 2.336/2023 aplicada ao site do médico: o que mudou, o que continua proibido e o que não pode faltar.
Anderson Modesto · 2 min de leitura

Em 2023, o Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução CFM nº 2.336/2023, que atualizou as regras de publicidade médica e passou a valer em 2024. Ela trouxe mais liberdade para o médico se comunicar, mas manteve limites claros. Para quem vai ter um site, vale conhecer os principais pontos.
Este artigo é um resumo informativo. Para situações específicas, consulte a resolução completa ou o CRM do seu estado.
O que não pode faltar no site
O site precisa identificar o médico com nome e número do CRM. Quando o médico se apresenta como especialista, o RQE (Registro de Qualificação de Especialista) também deve aparecer. São informações que, além de obrigatórias, passam confiança ao paciente.
O que a resolução passou a permitir
- Mostrar o consultório e os equipamentos, incluindo a estrutura e a tecnologia disponível.
- Informar o valor da consulta, desde que sem caráter promocional.
- Conteúdo educativo sobre doenças, prevenção e tratamentos, que é o melhor conteúdo para aparecer no Google.
- Imagens de antes e depois, com finalidade educativa e acompanhadas de informações sobre indicação, evolução esperada e possíveis complicações, preservando a identidade do paciente ou com autorização.
O que continua proibido
- Prometer ou garantir resultado.
- Usar preço como chamariz, com descontos, promoções e sorteios.
- Sensacionalismo e autopromoção exagerada.
- Divulgar técnica ou método não reconhecido pelo CFM.
Como isso se traduz num bom site
O site do médico funciona melhor quando responde, com sobriedade, o que o paciente quer saber antes de agendar: quem é o médico, qual a formação, o que ele trata, onde atende, quais convênios aceita e como marcar. Uma página para cada procedimento ou condição ajuda o paciente e ajuda o Google.
No visual, o ideal é passar seriedade e cuidado, sem exageros. No texto, linguagem clara, sem jargão desnecessário e sem promessa.
Antes e depois: com cuidado
Mesmo permitido, o antes e depois exige atenção: a finalidade precisa ser educativa, as informações complementares precisam estar presentes e a autorização do paciente deve estar registrada. Na dúvida, vale conversar com o CRM antes de publicar.
Além do site
O perfil no Google Meu Negócio, com avaliações respondidas, costuma ser o primeiro contato do paciente. E para consultórios que ainda usam papel, um prontuário eletrônico com anamnese organiza a rotina. Eu trabalho as três frentes. Veja a página de sites para médicos.


