Site para advogados: o que o Provimento 205 da OAB permite na publicidade
O que um escritório pode e não pode colocar no site e nas redes, segundo as regras atuais da OAB, e como usar isso a seu favor.
Anderson Modesto · 2 min de leitura

Muitos advogados ainda evitam ter um site por medo de ferir as regras da OAB. Esse receio fazia mais sentido antes. Desde o Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB, as regras da publicidade na advocacia ficaram mais claras e deixaram espaço para uma presença digital profissional, desde que dentro de alguns limites.
Este artigo é informativo. Em caso de dúvida sobre uma situação específica, consulte a seccional da OAB do seu estado.
O princípio: publicidade informativa
A ideia central do provimento é que a publicidade do advogado deve ser informativa, discreta e sóbria. O site existe para informar quem é o escritório, onde atua e como entrar em contato, e não para “vender” serviços com apelo comercial.
O que o site pode ter
- Apresentação do escritório e dos advogados, com formação e número da OAB.
- Áreas de atuação, explicadas de forma clara.
- Conteúdo jurídico informativo, como artigos que explicam direitos e procedimentos.
- Canais de contato: telefone, WhatsApp, e-mail, formulário e endereço.
- Fotos do escritório e da equipe.
O provimento reconhece expressamente o marketing de conteúdo jurídico, que é justamente a estratégia mais eficiente para aparecer no Google: quem pesquisa “o que fazer quando o INSS nega a aposentadoria” pode encontrar o seu artigo e, depois, o seu escritório.
O que não pode
- Prometer resultado ou divulgar casos ganhos e valores obtidos em processos.
- Usar honorários, descontos ou gratuidade como chamariz.
- Linguagem mercantilista, sensacionalista ou que induza o leitor a litigar.
- Captar clientela de forma direta, como disparar mensagens oferecendo serviços a quem não pediu.
Como transformar as regras em vantagem
Como ninguém pode prometer resultado, o que diferencia um escritório no ambiente digital é a confiança que ele transmite. E confiança vem de clareza: explicar bem cada área, mostrar quem são os advogados e publicar conteúdo útil com frequência.
Um bom site para advogados costuma ter uma página para cada área de atuação, um blog jurídico, uma página sobre o escritório e contato fácil em todas as páginas. Visualmente, sobriedade: cores contidas, tipografia elegante e nada de exageros.
E as redes sociais?
As mesmas regras valem para as redes. Conteúdo informativo é bem-vindo; impulsionamento é permitido para conteúdo, desde que sem apelo de captação. O site continua sendo a base, porque é onde o cliente confirma a seriedade do escritório antes de ligar.
Já criei sites para escritórios de advocacia seguindo exatamente essas regras. Veja como trabalho na página de sites para advogados.


